O CEO da Vert Analytics e especialista em tecnologia, Andre de Barros Faria, apresenta que a tomada de decisão tornou-se um dos maiores desafios do ambiente corporativo atual, marcado por instabilidade econômica, mudanças regulatórias e transformações constantes no mercado. Por isso, decidir bem em cenários incertos exige método, análise e visão estratégica, e acompanhar reflexões como esta ajuda líderes e gestores a estruturar decisões mais consistentes e menos reativas.
Em contextos de incerteza, a ausência de informação completa é a regra, não a exceção. Por isso, a estratégia passa a ter um papel central na forma como as empresas avaliam riscos e oportunidades.
Neste artigo, entenda mais como a estratégia é parte essencial para a mudança e longevidade de sua empresa!
Incerteza como parte do ambiente de negócios
Ao contrário do que muitos imaginam, a incerteza não é um fenômeno passageiro, ela se tornou uma característica permanente do cenário empresarial. Oscilações econômicas, avanços tecnológicos e mudanças no comportamento do consumidor exigem decisões frequentes, muitas vezes sem todas as variáveis sob controle.
Como alude Andre Faria, aceitar a incerteza como parte do processo decisório é o primeiro passo para lidar melhor com ela. Empresas que buscam segurança absoluta tendem a paralisar ou perder timing, enquanto aquelas que estruturam decisões com base em cenários ganham agilidade. Nesse contexto, decidir passa a ser um exercício contínuo de avaliação e ajuste.
Estratégia como estrutura para decidir melhor
Nesses cenários, a estratégia funciona como um mapa que orienta decisões mesmo quando o caminho não está totalmente claro. Ela define prioridades, limites e objetivos, reduzindo o risco de escolhas contraditórias ou desalinhadas com a visão do negócio.

Decisões tomadas sem uma base estratégica clara tendem a ser reativas e fragmentadas, já quando há direcionamento, mesmo decisões difíceis se tornam mais coerentes e defensáveis ao longo do tempo. Andre de Barros Faria, ressalta que a estratégia não elimina riscos, mas organiza a forma como eles são assumidos.
O equilíbrio entre análise e ação
Um dos dilemas mais comuns em ambientes incertos é o excesso de análise, visto que pode levar à inércia. Porém, por outro lado, decisões impulsivas aumentam significativamente a exposição ao erro.
Conforme elucida Andre de Barros Faria, o equilíbrio entre análise e ação é essencial. Isso significa utilizar dados, cenários e indicadores como suporte, mas reconhecer que a decisão precisa ser tomada dentro de um prazo razoável. Empresas que conseguem estabelecer esse equilíbrio tendem a responder melhor às mudanças e a aprender com o próprio processo decisório.
Liderança e responsabilidade na decisão
A tomada de decisão estratégica também está diretamente ligada à liderança, informa Andre Faria, dado que, em momentos de incerteza, líderes são chamados a assumir responsabilidades e comunicar escolhas de forma clara e transparente.
Decisões bem conduzidas fortalecem a confiança das equipes, mesmo quando os caminhos escolhidos exigem ajustes ou sacrifícios no curto prazo. A clareza sobre critérios e objetivos ajuda a alinhar expectativas e manter o engajamento interno. Esse aspecto humano é decisivo para a efetividade da estratégia.
Decidir pensando no médio e longo prazo
Embora a pressão do curto prazo seja intensa, decisões estratégicas precisam considerar impactos futuros. Cortes imediatos ou mudanças bruscas podem aliviar problemas momentâneos, mas comprometer a sustentabilidade do negócio.
Tal como resume Andre de Barros Faria, a estratégia funciona como um filtro que ajuda a avaliar consequências de médio e longo prazo, evitando decisões que resolvem um problema hoje e criam outro amanhã. Esse olhar mais amplo é o que diferencia decisões táticas de decisões verdadeiramente estratégicas.
Em tempos incertos, a tomada de decisão exige mais do que intuição ou experiência isolada. Ela demanda estratégia, análise e capacidade de adaptação contínua. Empresas que estruturam suas decisões com base em direcionamento estratégico conseguem reduzir riscos, agir com mais confiança e construir caminhos mais consistentes mesmo diante da instabilidade.
Autor: Kyron Kleftalis
